O Karaíba

Eliana Yunes

MUNDURUKU, Daniel. O Karaíba; uma história do pré-Brasil. Ilustrações de Maurício Negro. São Paulo: Melhoramentos, 2018.

Título indicado ao Prêmio Cátedra 10 de 2018 (UNESCO/PUC-Rio), esta obra de Daniel Munduruku, O Karaíba, ganha um estatuto especial na Seleção de obras para crianças e jovens que começam a ter interesse pela alteridade, sobretudo esta, em que a memória do narrador compõe uma quase autobiografia. No seu dizer, ela termina onde começa a versão narrada pelos colonizadores da Terra Brasilis. Mas onde começa?

 Confessando que a obra é quase verdadeira e quase falsa, o autor mescla suas memórias de diferentes fases da infância, juventude e maturidade, com recursos da ficção que injetam a interpretação do vivido no relato de ocorrências factuais. A narrativa aproxima o leitor do ponto de vista da personagem ao narrar os episódios com emoção e militância que apelam para valores do modus vivendi indígena de diversos povos, espoliados e desprezados pela colonização europeia. Ao contar a saga familiar e na oportunidade de se consagrar como escritor, partilha o vivido e o imaginado com assinatura própria.

A narrativa percorre um plano que vai da profecia sobre a chegada dos invasores até sua real aparição sobre as águas em balsas tocadas pelo vento, trazendo fantasmas peludos como macacos, mas vestidos como pássaros. Em meio à trajetória, vai sendo desfiada a história de um povo, de suas aventuras, saberes e conquistas, numa sequência de eventos que se constitui em um pequeno romance de (in)formação. Entre as peripécias que afastam os jovens heróis, mas que devem se unir e redirecionar os caminhos da união das etnias, saberes outros brotam em narrativas secundárias e expressam os cheiros, as cores e os modos de agir de um povo que aqui vivia antes da chegada dos fantasmas preditos.

Pontifica a confiança nos sábios, o respeito pela ancestralidade e o compromisso com o coletivo. A aventura como um todo traz o gosto dos valores indígenas, numa sintaxe que expõe a força da cultura branca e da lógica da narração do ocidente sobre o pensamento mítico dos trópicos.

As ilustrações raras na abertura de alguns capítulos enfatizam o clima imaginário que é substrato do narrado em traços fortes de cores vivas, que lembram a composição de gravuras. O subtítulo traduz a intenção do autor: uma história do pré-Brasil, quase numa nova versão alencariana de povos fundadores, desta vez bem (ou mal?) sucedida. A união dos povos prevista nas bodas do casal detentor da missão profetizada, escapará dos fantasmas brancos que querem dominar a terra? A própria narrativa é uma quase resposta a esta indagação.

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